Durante seu evento mundial em Barcelona, a Philips aproveitou e mostrou alguns conceitos experimentais. Um dos mais intrigantes foi colocar em tela cheia um game exibido originalmente em tela dividida, para dois jogadores. Será que funciona?

Marcelo Natali,  gerente técnico de produtos da Philips (o “Geekmeister”  da multinacional holandesa no Brasil), explica para o Ztop/Zumo como o sistema funciona.

A sacada é boa. Como o lance já estava lá – é só usar lentes iguais para os dois olhos e apenas um dos dois canais visuais aparece para quem vê – os engenheiros colocaram para funcionar. O melhor é que vai custar apenas o preço dos óculos, pois a tela em um jogo dividido aparece mais ou menos como um vídeo 3D em uma TV comum. Com uma diferença crucial: os consoles apertam as duas telas usando a resolução máxima da TV.

Por exemplo, em Resident Evil 5, é possível jogar com tela dividida. Cada pedaço da tela tem metade da resolução total da tela. A TV 3D da Philips, na versão modificada que vimos, pega as metades do quadro e coloca em tela cheia. Porém, em um vídeo 3D, os quadros são espremidos em resolução máxima cada um, para aparecer em alta definição na hora da exibição. Como a opção de tela dividida para dois jogadores usando a polarização 3D nunca foi utilizada, os games não prevêem esse uso, usando só metade do que poderiam.

Notem que o jogo de demonstração não foi o melhor exemplo de qualidade gráfica. É um jogo de corrida bem xexelento do Sonic, rodando no Wii. Esse festival de serrilhados ruins não refletem a qualidade real da tela. Certamente com um jogo Full-HD a coisa seria bem mais bonita. Imaginem Gears of War 3 com um negócio desses…

Essa deficiência de resolução nem seria percebida no calor dos combates. De novo, dar o que o consumidor de verdade quer é o foco primordial que a Philips tem perseguido. Chatões videófilos certamente vão inflamar o mimimi sobre a resolução, mas nenhum moleque de 12 anos ou marmanjo empolgado vai lembrar disso na hora de jogar.