A Panasonic anunciou no final do mês passado sua nova lâmpada de LED com bulbo  mais esférico e que, por causa disso, se comporta ainda mais como uma lâmpada incandescente.

E assim como as lâmpadas convencionais, o novo bulbo da LDA7L/D-G consegue emitir  sua luz num ângulo de 300° contra 120° do modelo anterior. Isso foi conseguido graças à uma mudança no atual desenho da lâmpada de LEDs que mais lembra um farolete com sua fonte de luz posicionada na parte central da lâmpada e que que joga sua luz para frente. No caso da LDA7L/D houve uma redisposição dos LEDs na forma de um anel e o uso de um engenhoso sistema de refletores internos que desviam a luz (setas vermelhas) para diversos ângulos diferentes, fazendo com que ela se espalhe melhor por todo o ambiente — incluindo o teto — algo que só era possível anteriormente com uso de luminárias especiais.

Outra sacada desse novo produto é que, como o tamanho do cone metálico (que irradia o calor gearado pelos LEDs) diminuiu consideravelmete com o novo formato, a empresa redesenhou seu circuito que ficou mais “esticado” ocupando até uma parte interna do bulbo (por sinal sua região mais fria), servindo também como suporte para o difusor interno de luz.

A nova lâmpada consome apenas 7,2 watts e ilumina um pouco mais que um modelo convencional de até 40 watts e estará disponível nas versões luz do dia (LDA7D-G de 6.700 K) e luz amarela (LDA7L-G de 2.800 K).Ele deve chegar no mercado japonês no próximo dia 18 de março e seu preço sugerido deve ficar na faixa dos 3.500 ienes (cerca de R$ 71,40). Mais informações aqui.

O próximo passo segundo a Panasonic é criar uma versão que ilumine tanto quanto uma lâmpada 60 watts, mas ainda não existe previsão de quando ela poderia chegar ao mercado já que alguns problemas técnicos tem que ser resolvidos como a irradiação de calor.

Ainda em tempo:

E quando essa lâmpada vem para o Brasil?

Durante  nossa visita à Panasonic Japão no ano passado, tivemos a oportunidade de conhecer sua fábrica de lâmpadas em Takatsuki (região de Osaka), uma das subsidiárias mais antigas da empresa ainda em operação e que fabrica lâmpada de tudo quanto é tipo cor e modelo, desde refletores de estádios até flash de câmeras digitais.

Segundo a empresa, as lâmpadas incandescentes estão com seus dias contados, com diversos países criando leis e regulamentações que irão simplesmente baní-las de seus mercados nos próximos anos (se já não o fizeram).

Assim o sucessor natural das centenárias lâmpadas convencionais com rosca E26 — E de (Thomas) Edson / 26 mm — foi a lâmpada fluorescente compacta já bem conhecida por aqui, mas que começa a ser superada em termos de durabilidade e consumo para as novas lâmpadas de LED que consomem 1/9 da energia de uma lâmpada de filamento de 60 watts e que duram 40 vezes mais.

Mas devido ao seu alto custo inicial, a estratégia da Panasonic é de introduzir seus modelos de LED inicialmente nos mercados do primeiro mundo como Japão, EUA e Europa, enquanto que em outros países em desenvolvimento como o Brasil, a ênfase ainda ficará na oferta de lâmpadas fluorescentes compactas (CFL):

De fato, a Panasonic fez até questão de mostrar as embalagens das suas lâmpadas CFL voltadas para o mercado latino-americano, com lançamento estava previsto para breve (ay caramba!):

Quando perguntei para executivo da empresa onde é que estava a versão em PT-BR (português do Brasil), ele me explicou que essa embalagem ainda não estava pronta, mas, devido ao tamanho do seu mercado e os custos dos impostos, o lançamento local pode exigir uma estratégia diferente – o que pode levar a um atraso em relação ao resto do continente.

Interessante notar que para conquistar esses novos mercados a empresa aposta no seu taco, o que no caso das lâmpadas fluorescentes é a chamada tecnologia BB (Tri-Color Fluorescent Technology) que envolve o uso de produtos químicos especiais que, quando combinados, são capazes de produzir diferentes tons de luz branca capazes de realçar as cores do ambiente.

Isso foi mostrado numa demonstração onde à esquerda temos uma lâmpada CFL convencional Panasonic FCL20N/18 (a esquerda) e uma nova Panasonic FCL20ENW/18 à direita:

A empresa ainda vai mas longe afirmando que seu controle sobre a luz branca é tão precisa, que eles são capazes de criar lâmpadas com iluminação sob medida para iluminar de maneira bastante agradável tons de pele de qualquer tipo de população ou grupo étnico do mundo, ou seja uma lâmpada para o mercado japonês pode ser diferente do modelo voltado para o mercado indiano que por sua vez pode ser diferente do modelo voltado para o mercado brasileiro.