IFA 2010: Dá pra fazer batata frita (quase) sem óleo. O conceito dessa nova “culinária” é proposto pela Airfryer, invenção que a Philips mostra em Berlim e que parece ser a salvação para pessoas com o mesmo fraco que eu por aquelas batatinhas douradinhas e crocantes. Uma fritadeira que frita sem óleo, dá para acreditar?

Impossível? Mágico? Nem um, nem outro. A inteligência da Airfryer é cozinhar pelo sistema de convecção, ou seja, usando o ar quente em uma velocidade impressionante – neste caso específico, uma tecnologia patenteada pela Philips batizada de Rapid Air Technology.

As vantagens? Bem, antes de mais nada, você vai ter uma fritura mais sequinha. Claro que os salgadinhos pré-fritos em geral já vêm com a sua cota de óleo na massa, mas é necessário admitir que assim você vai consumir bem menos gordura. Mas existem outras coisas legais nisso, como evitar que sua casa fique fedendo óleo por todos os cantos, ou ter um tempo livre para ir preparando os demais pratos da refeição sem se preocupar em ter de olhar a todo momento ou ficar com medo de queimar.

O aparato é composto por uma caixa com uma gaveta (que vem com uma cestinha dentro, bem semelhante a uma fritadeira normal), um timer e algumas instruções de tempo de acordo com o alimento que se quer cozinhar na forma de desenhinhos. Em vez de manual, acompanha um livro de receitas. Tudo bem intuitivo. Só demoramos para entender que um deles significava “rolinhos primavera.”

Dá até para cozinhar duas coisas ao mesmo tempo – nuggets com fritas, alguém?? – com a ajuda de um separador de metal. Testamos com fritas congeladas. Foram 12 minutos e voilà, mais fácil impossível e as batatinhas ficaram bem gostosas, apesar de eu preferir as, digamos, mais caseiras. Neste caso de alimento in natura, explicou a Philips, é necessário adicionar uma colher de sopa de óleo ao preparo.

Sonho de consumo absoluto, certo? Ok, agora a má notícia: ainda não existem planos para a airfryer chegar ao Brasil. Ela sai na Europa agora em setembro, começando pela França (ah, vá, french fries?), e depois indo gradativamente para os mercados da Holanda, Inglaterra e Alemanha, por módicos 199 euros (cerca de 480 reais). Mas também, não faz mal. Afinal, eles não souberam dizer se a Airfryer é capaz de encarar um belo pastel de feira. Quem se habilita a levar uma para casa e fazer o teste?

Henrique comenta: a ideia é ótima (nem comi as batatas ainda), mas é o típico produto da Philips que, bem, vai ser vendido com exclusividade nos “1406” da vida por um preço mais que abusivo, né?

Nagano comenta: Só não entendi a parte da batatinha… você precisa comprar ela semi-pronta (como aquela batata Bint congelada) ou você pode usar batata em natura?

Ar quente? Nah — mais legal se ela usasse raios gama: imagina c0locar batatinha crua nela e ela sair de lá verde e saltitante gritando PUNY HUMAN! em alemão.

(Calma Renata, brincadeirinha…)

comenta: Em algumas preparações, batatas ao forno precisam ser passadas levemente no azeite. A mesma técnica funciona com Salamandras (um tipo de forno usado em cozinhas profissionais) e em cozimento por turbilionamento de ar, que é o que essa fritadeira apocalíptica usa. Quero ver essa gracinha funcionando, pois em teoria, o ar quente em movimento teria a mesma eficiência do óleo, cobrindo uma grande superfície do alimento e transferindo o calor em pouco tempo. Termodinâmica avançada aplicada à cozinha é o que há!

O resultado, ao menos com batatas fritas, está nas fotos abaixo.