Oportunistas que somos aqui no ZTOP, aproveitei o frio danado que está fazendo aqui na Zumocaverna para testar o aquecedor de mãos da Zippo.

Medindo aproximadamente 6,8 x 10,0 x 1,5 cm (LxAxP), esse aquecedor lembra um grande isqueiro (duh!), cujo funcionamento não difere muito de um Zippo (duh^2!). Ele é vendido na forma de um kit composto por um saquinho de Polar fleece, o aquecedor propriamente dito, um tanquinho de medida e o manual de instruções. Ele também pode ser adquirido numa versão com uma lata de fluido de isqueiro  já incluso.

O aquecedor em si é bastante simples, formado por três partes: (a partir da direita) o reservatório de combustível, o queimador e a tampa superior. Todas as peças têm acabamento cromado e são unidas por pressão, de modo que não há muito o que quebrar nelas. Note os furos na tampa por onde o calor sai.

A peça mais curiosa dessa engenhoca é o chamado “queimador catalítico”, que utiliza um material parecido com feltro…

… e que, segundo o manual, pode ser acendido umas 70~80 vezes. Depois disso, a fabricante recomenda a substituição da peça.

O tanquinho de medida serve para dosar a quantidade exata de fluido de isqueiro a ser colocado no aquecedor. Segundo o manual, uma medida proporciona aproximadamente 12 horas de uso contínuo e, meia medida, 6 horas.

Obviamente a fabricante recomenda o uso do fluido de isqueiro da sua marca, o que não é muito problema aqui no Brasil, já que ele é facilmente encontrado no varejo:

Note que — ao contrário dos isqueiros da marca —  o abastecimento do combustível é feito por cima e não por baixo. Basta tocar a ponta do tanquinho no feltro do reservatório e incliná-lo que o líquido é sugado para o interior do aquecedor. O procedimento em si não é complicado, mas é preciso tomar um certo cuidado já que estamos mexendo com material inflamável e bastante volátil. Em especial, evite perder o contato da ponta com o feltro do reservatório, pois isso pode fazer com que o fluido vaze para os lados.  Obviamente essa operação deve ser feitas com as duas mãos e não do jeito que fizemos abaixo:

Feito isso, basta recolocar o queimador e acendê-lo com um isqueiro. Como não temos um Zippo aqui na Zumocaverna (fogo aqui só de curto-circuito), utilizei a coisa mais parecida que encontrei no arsenal, um Trench Lighter de mil novecentos e antigamente, muito popular entre os soldados da Primeira e Segunda guerras mundiais.

Ao contrário do que possa parecer, acender esse queimador é um procedimento lento e meio manhoso, já que ele não “arde em chamas” como um isqueiro comum (e nem deveria). É preciso ir esquentando a peça aos poucos até que apareça um leve brilho que lembra uma brasinha de cigarro.

Aqui podemos entender como funciona esse aquecedor: o fluido contido no reservatório é bastante volátil e naturalmente se evapora, formando assim um gás que é imediatamente consumido pela chama do queimador catalítico. Como esse processo de combustão é lento e a chama fraca, isso explica sua autonomia de até 12 horas de uso.

O manual avisa que, uma vez iniciada a chama, não existe uma maneira fácil de apagá-la a não ser removendo o queimador da sua base e esperar que a chama se apague por falta de combustível. Mas isso deve ser feito com muito cuidado, porque ele pode estar superquente.

Curiosamente essa queima é bastante limpa não libera cheiro, só sentimos o odor do fluido quando aproximamos o queimador bem perto do nariz.

Feito isso, basta recolocar a tampa e o aquecedor na sua bolsinha de fleece. Segundo o manual, esse procedimento é obrigatório para evitar problemas de superaquecimento. De fato, notamos que ela realmente ajuda a espalhar o calor gerado pelo aquecedor, e ao mesmo tempo, ajuda a impedir que a tampa saia do lugar, evitando assim o contato da chama do queimador com a roupa ou mesmo com o corpo do usuário.

Feito isso, para esquentar as mãos basta segurá-lo e curtir seu calorzinho agradável. Como ele não esquenta muito, é seguro guardá-lo no bolso do casaco ou da jaqueta (não da calça, já que não é aconselhável deixar algo quente próximo aos órgãos reprodutores – principalmente nos homens, né?) mesmo aceso…

… já que sua temperatura média fica entre 26~33 graus Celsius.

Na primeira vez que usei esse aquecedor, eu fiquei um pouco decepcionado porque achei que ele não esquentava tanto quanto, por exemplo, colocar as mãos perto de uma fogueira.

Só depois eu entendi a lógica desse produto, já que sua função é de “aquecer” as mãos e não de assá-las em fogo baixo. Isso porque acredito que, caso ele alcance temperaturas muito elevadas (digamos 50~70 graus ou mais), há uma tendência natural de desconforto (para não dizer pânico) de deixar uma coisa dessas no bolso.

Sob esse ponto de vista, 33~34 graus é uma temperatura bastante agradável (principalmente se você estiver andando na rua ou no campo num dia realmente frio) e me impressiona o fato de um sistema tão simples ser capaz de manter essa temperatura constante por tanto tempo. De qualquer modo, o fabricante recomenda que, durante o seu uso, o usuário troque o aquecedor de lugar (ou de bolso) para evitar aquecimento excessivo e avisa que ele nunca deve ser usado na cama (nesse caso, melhor usar uma bolsa de água quente).

Instruções adicionais, incluindo um FAQ e o dowload do manual do produto podem ser encontrados no site da Zippo.

Seu preço sugerido nos EUA é de US$ 20 mas pode ser encontrado no Amazon.com na faixa dos US$ 15.