Consumidores mais atentos devem ter percebido que a Philips não lançava nada de novo em TVs faz algum tempo. O motivo? A Philips-mãe holandesa criou, em 2011, uma nova empresa chamada TP Vision em parceria com a TPV de Taiwan (OEM de televisores e monitores para vários fabricantes e dona da AOC) para criar e vender suas TVs, ainda sob a marca Philips.

Agora, a TP Vision começou a operar de forma oficial, e os primeiros modelos, com telas de 22″ a 55″, foram anunciados hoje em São Paulo.

Das seis linhas de produtos, apenas duas (telas menores e série 3000) não vêm com recursos de conectividade (Smart TV) ou interatividade na TV digital (Ginga). Conforme maior o número da série/família, mais recursos estão presentes nos televisores – o topo de linha é a série 7000, com 3D passivo, Ambilight, Wi-Fi embutido e tela de LED. Um bom resumo das séries está abaixo – somando 25 modelos que chegam em breve às lojas:

A família 2012 da Philips começa com o que eles chamam de telas menores: 22″ e 26″ em tela HD/Full HD (dependendo do modelo) – essa série tem acabamento em branco nas bordas, um tanto diferente do comum hoje no mercado de TVs. Essa era a única TV que não funcionou durante o lançamento – era um mockup de madeira, mas já dá para dar uma ideia de como a coisa funciona.

Eu, particularmente, acho bem interessante ver o lançamento de telas planas pequenas em HD – é o tamanho ideal para trocar a velha e boa TV de tubo, ainda presente na maioria das casas brasileiras (segundo a Philips, 95% dos lares brasileiros ainda têm uma TV CRT, contra 17,4% de LED/LCD/3D/Plasma).

Já a série 3000 é para quem quer dar um passo além da tela pequena: são telas de LCD 32″ (com opções de HD ou Full HD) e até 42″e 47″(ambas Full HD). Vem com receptor de sinal digital, três saídas HDMI e uma USB, mas não roda Ginga ainda.

Os modelos da série 4000 seguem os tamanhos da anterior, só que com tela de LED: 32″ (com opções de HD ou Full HD) e até 42″e 47″(ambas Full HD). As TVs  contam com receptor de sinal digital, Ginga, três saídas HDMI e duas USB, além de serem compatíveis com recursos Smart TV (é preciso ter um acessório USB para conectar à rede Wi-Fi).

Partindo para o topo da família, a série 5000 também tem telas de 32″, 42″e 47, todas Full HD, pronta para Smart TV (requer adaptador Wi-Fi), TV digital com Ginga, 4 portas HDMI e 3 USB.

Esse modelo estava conectado à rede e deu para ver um pouco da interface da Philips para a TV conectada:

Tudo simples, com conteúdo de parceiros (incluindo Netflix, Sunday TV/Terra TV e Netmovies, entre outros) e navegador aberto, sem restrições.

A Philips não aposta no modelo de loja de apps fechada para a TV (e isso é bom): eles acreditam que o uso da tecnologia muda o consumo de mídia pelo telespectador, que constroi a programação ao redor do que quer assistir.

Outro opcional bacana é uma câmera USB para usar com Skype na TV  (que funciona nas séries 5000 e superiores).

Finalmente, as séries 6000 e 7000 são fisicamente idênticas, com menor moldura ao redor da tela em metal escovado. A diferença está no Ambilight (essas luzes que acompanham a imagem na tela e que só a Philips tem) e no Wi-Fi embutido, exclusivos da série 7000 – os TVs da 6000 vêm com o adaptador USB para Wi-Fi na caixa.

Esses modelos –  42″ e 55″ na série 6000 e 42″, 47″e 55″ na 7000 – também rodam 3D nativo (com conversor de 2D para 3D integrado), com tecnologia passiva (igual à usada pela LG).

 

E vêm com o modo Dual View Gaming, que permite dividir a tela 3D para dois jogadores distintos verem imagens na tela cheia (vimos isso no anúncio da tecnologia ano passado). Para funcionar o Dual View, porém, é preciso ter óculos 3D separados (e diferentes dos óculos passivos tradicionais que acompanham o televisor).

Note que a imagem no modo Dual View, vista sem óculos, sobrepõe as imagens  – como dá para ver bem com as setas verdes na tela.

As TVs da série 6000 e 7000 vêm com 4 portas HDMI e 3 USB. A Philips não divulgou o preço sugerido dos produtos.