Passando hoje em um supermercado perto de casa eu topei com o equivalente do monstro do Lago Ness do mundo da pilhas: a Panasonic Evolta (oooh!)

A Evolta no Brasil é uma daquelas histórias que sempre acompanhamos, mas nunca publicamos nada por falta de alguns detalhes para nós importantes.  Ela é daquelas coisas que sempre ouvimos maravilhas, incluindo façanhas que deixariam o coelhinho rosa da concorrência (e seu antagonista) vermelhos de inveja, como subir o Grand Canyon em uma cordinha…

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… ou ir andando de Tóquio a Osaka (cobrindo um percurso de 500 km):

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Contextualizando: a Evolta é uma pilha alcalina de quarta geração lançada pela Panasonic em 2008 e que incorpora novos materiais e tecnologias na sua construção — entre elas o aumento na sua quantidade de eletrólitos (elevando sua densidade) sem comprometer o seu volume —  resultando numa pilha com maior acúmulo de energia e durabilidade, deixando pra trás até as famosas Oxyride.

Outra história interessante dessa pilha é que os produtos químicos usados na sua fabricação estavam de acordo com a resolução CONAMA nº 257, de 30 de junho de 1999 que estabelecia níveis máximos de metais pesados, o que permitia que elas poderiam ser dispostas, juntamente com os resíduos domiciliares em aterros sanitários licenciados. Porém essa norma foi substituída pela nova resolução CONAMA nº 401, de 4 de novembro de 2008 que reduziu ainda mais esses níveis (alguns para praticamente zero, caso do mercúrio) sendo que mesmo assim a Evolta manteve-se dentro da norma. Entretanto essa nova regra também decidiu por bem o recolhimento obrigatório de todas as pilhas usadas, de modo que a Panasonic criou seu próprio programa de coleta e disposição adequada:

Apesar de todo esse confete em cima de um produto aparentemente tão bacana, a Panasonic nunca conseguiu nos responder duas perguntas básicas — onde encontrar no Brasil e quanto custa. E como muitas coisas na vida, as respostas podem estar nos locais mais inesperados. Nesse caso na gôndola do supermercado aqui perto de casa, mais exatamente na Cooperativa da Rhodia de São Bernardo…

… e pelo preço de R$ 6,15 pelo pacote com duas pilhas AA e R$ 7,15 pelo pacote com duas pilhas AAA.

Por se tratar de uma pilha “premium” importada do Japão, ela não é a opção mais barata da prateleira, de modo que seu uso é mais recomendado para equipamentos de alta drenagem que possam realmente tirar proveito da sua maior capacidade, como flashes eletrônicos, câmeras digitais, MP3 players, radiocomunicadores etc.

Segundo a Panasonic existe a intenção de intensificar a oferta desse produto no nosso mercado, de modo que ela começará a aparecer em outros pontos de venda.

Para mim, agora resta saber qual será o destino das pilhas recarregáveis Eneloop (as favoritas desse ZTOP) depois que a sua fabricante Sanyo foi comprada pela Panasonic. O dilema é que o pessoal de Osaka tem sua própria linha de pilhas com baixo nível de auto-descarga (incluindo até uma Evolta recarregável). Eu gostaria que a Eneloop sobrevivesse como marca, mas não sei se isso faria sentido para sua nova dona.

 

Ainda em tempo:

Durante a última Photo Image Brazil 2011, a Panasonic fez em seu stand uma demonstração que comparava o desempenho da pilha Evolta com alguns de seus concorrentes do mercado. À esquerda está uma pilha acalina de marca famosa e a direita o produto da casa. 

A engenhoca abaixo é uma mistura de brinquedo de pilha e cronômetro que, ao ser acionado, liga os dois modelos de helicóptero cujo motor é alimentado apenas pelas pilhas AA. Achei essa demo interessante porque ela é bem ilustrativa e bem rápida de ser feita, já que aplica-se uma carga constante nas baterias que são devoradas em minutos. 

Ao pressionar o botão vermelho da base, os aparelhos decolam ao mesmo tempo. Cada um aciona um cronômetro individual que conta quanto tempo (em segundos) eles ficam no ar até  que as pilhas se esgotem…

… fazendo com que o helicóptero desça, parando o cronômetro.

No fim desse experimento, a concorrente aguentou 269 segundos, enquanto que a Evolta alcançou a marca de 504 segundos, uma diferença de 235 segundos ou 87,3%.